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INFORMAÇÕES
E ORIENTAÇÕES GERAIS AOS VIAJANTES
Vacinação
Algumas doenças
podem ser evitadas com o uso de vacinas e outros imunobiológicos.
Febre amarela e hepatite A são os exemplos mais importantes.
Para que as vacinas possam ter atividade, elas precisam ser
administradas com pelo menos 4 semanas de antecedência.
A vacina contra febre amarela pode ser feita com até
10 dias antes da viagem. Procure se há vacinas indicadas
para o seu local de destino e se elas são disponíveis
no seu serviço de saúde. Lembramos que a viagem
pode ser uma ótima oportunidade para atualizar suas
vacinas.
Como evitar picadas
de insetos
Algumas doenças
como malária, febre amarela, dengue, leishmaniose,
doença de chagas, doença do sono, doença
de Lyme, etc... são transmitidas pela picada de insetos
infectados. Algumas delas não podem ser evitadas por
vacinas e somente alguns cuidados contra a picada de insetos
poderão reduzir os riscos de aquisição.
» Utilize
roupas que cubram a maior parte da superfície do corpo.
O uso de roupas claras reduz a chance de aproximação
de alguns mosquitos.
» Certos
mosquitos, como os que transmitem a malária, são
mais ativos nos horários de crepúsculo. Evite
sair nestes períodos do dia.
» Nas áreas
expostas do corpo, use sempre repelentes. Os mais eficazes
são à base de DEET nas concentrações
de 25 a 30%, nem sempre disponíveis no mercado brasileiro.
Nestas concentrações, eles devem ser renovados
a cada 4 a 6 horas. Evite ingestão, contato com os
olhos e retire o repelente com o banho após sair de
área de risco.
» Cuidado com as crianças: para elas use repelentes
com concentrações máxima de 10% de DEET.
Não deixe repelente em suas mãos e em caso de
qualquer irritação, descontinue o uso. Não
use repelentes em pele lesada.
» Telas impregnadas com pemetrina podem ser usadas para
proteger cama e berços.
» Outras medicas como uso de inseticidas, fumaça
e dispositivos eletrônicos, podem também reduzir
a incidência de picadas de mosquitos.
» O uso de vitamina B12 não tem eficácia
comprovada.
Lembramos que nenhuma destas medidas é 100% eficaz,
mas seu uso em conjunto pode reduzir a chance de picadas de
insetos e, consequentemente, de doenças por eles transmitidas.
Orientações
Gerais
» Lavar
as mão com água e sabão;
» Em regiões
de clima quente lembrar de protetores solares, chapéus
e do uso de roupas leves;
» Usar sempre
preservativos, prevenindo as doenças sexualmente transmissíveis,
incluído AIDS e hepatites. Não compartilhar
seringas;
» Pacientes diabéticos, hipertensos, cardiopatas,
pneumopatas e todos que fizerem uso crônico de quaisquer
tratamento DEVEM LEVAR CONSIGO as respectivas medicações
em suas caixas originais. Devem portar as receitas assinadas
por médico, com os nomes genéricos traduzidos
para o Inglês, em caso de viagens internacionais. Se
fizer uso de medicações injetáveis, levar
uma justificativa em Inglês assinada por seu médico;
» Não
andar descalço; evitar nadar em lagoas e "igarapés"
(pequenos córregos) de água parada, evitando
doenças como esquistossomose, além de acidentes
com ARRAIAS e outros animais aquáticos.
» Não nadar ou pescar sozinha. Afogamento é
causa importante de morte entre turistas. Evitar bebidas alcoólicas
e checar bem seus equipamentos, pode evitar problemas.
» Quando
alugar carro, usar sempre cinto de segurança. Dirigir,
de preferência, durante o dia, principalmente se não
conhecer as estradas. Manter as crianças no banco traseiro,
evitando a principal causa de morte entre viajantes que são
os acidentes de trânsito.
» Os animais,
vivos ou mortos, devem ser evitados devido o risco de transmitirem
doenças como a raiva e outras. Caso aconteça
algum acidente com animais, o mais correto é procurar
atendimento médico imediato.
» Em caso
de febre, lesões de pele, diarréia ou quaisquer
anormalidades procure o NMV do IIER no seu RETORNO.
Cuidados com água
e alimentos: quando e porque?
A diarréia
é o problema médico mais frequente entre os
viajantes. Embora a grande maioria destes episódios
seja autolimitada, eles podem ocasionar sérias restrições
às atividades de pessoas que estejam viajando. São
geralmente produzidas pela ingestão de alimentos ou
bebidas contaminados. Precauções em relação
à água e alimento ainda são a principal
forma de se evitar este desconforto.
Água mineral:
As águas
engarrafadas somente serão consideradas seguras se
suas fontes estiverem livres de contaminação.
Existem alguns exemplos de água engarrafada produzindo
surtos de diarréia e até mesmo veiculando os
agentes de cólera. Entretanto, na maioria das vezes,
é considerada uma fonte segura, pois seu pH ácido
dificulta o crescimento de bactérias e sua adulteração
é mais difícil. Quando a água engarrafada
não estiver disponível ou você não
conhecer a sua procedência, as medidas abaixo deverão
ser tomadas.
Métodos
de tratamento da água
Atualmente, vários
métodos de tratamento de água estão disponíveis.
1. Calor
Ferver a água
pelo período de 1 minuto é suficiente para a
desinfecção, mesmo em grandes altitudes. Bebidas
como café e chá são geralmente seguras,
se preparadas com água em ebulição.
2. Métodos
químicos
Os derivados do
iodo e cloro são os métodos mais frequentemente
utilizados. Pessoas com alergia ao iodo, indivíduos
com doença tireoidiana ativa e mulheres grávidas,
não devem utilizar iodo.
Sugerimos o iodo
como método de tratamento seguro e simples para tornar
a água potável. Doses recomendadas:
Povidine® 4 gotas para 1 litro de água. Se a água
for límpida, deixar por 30 minutos. Se a água
estiver turva, deixar o iodo agir por 60 minutos. No caso
de água com baixas temperaturas, deixar o iodo em contato
com a agua 1 hora antes do consumo.
3. Filtração
Os filtros t~em
a vantagem de prover acesso instantâneo à água
potável, porém seu desemprenho depende do tamanho
médio dos poros.
Cuidados adicionais
são: jamais utilizar gelo se sua procedência
for duvidosa. Da mesma forma, sorvetes e similares devem ser
evitados, caso não sejam industrializados. Evitar escovar
os dentes com água não tratada.
Alimentos:
Para prevenir
a aquisição de doenças veiculadas por
alimentos, recomendamos algumas regras básicas:
1) Evitar alimentos
crus. Vegetais, carnes ou peixes crus estão sujeitos
a contaminação, tanto pela água não
tratada, quanto pelas mãos de quem manuseia os alimentos.
Leite não pasteurizado e seus derivados devem ser evitados.
2) Alimentos bem
cozidos e servidos ainda quentes são, em geral seguros.
Frutas descascadas pelo próprio viajante também
são seguras. Lembrar que alimentos contaminados não
têm cheiro, gosto ou aspecto diferentes.
3) Nos locais
de higiene mais precária, procure utilizar alimentos
secos, assados, carnes bem cozidas, enlatados somente recém-abertos.
Leite em pó ou condensado são seguros, desde
que reconstituídos com água tratada.
4) Para crianças
menores de seis meses, o leite materno é o alimento
melhor e mais seguro. Para crianças maiores, mamadeiras
com leite reconstituído em água tratada é
a melhor escolha.
5) A adição
de bebidas alcoólicas aos alimentos ou líquidos
não elimina microrganismos.
informações
elaboradas pelo:
NÚCLEO
DE MEDICINA DO VIAJANTE
Av. Dr. ARNALDO, Nº. 165 - CERQUEIRA CESAR - CEP:01246-900
SÃO PAULO - SP - Brasil
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