EDUCAÇÃO AMBIENTAL

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TRABALHOS APRESENTADOS PELA IPÁ TI-UÁ DURANTE A

1a Conferência Nacional de Educação Ambiental

Brasília - 1997

Temas

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saídas a campo

Ecossistemas Brasileiros Serra do Japi Estudo Comparativo

saídas a campo

Intercambistas Qualidade Ambiental Fábrica de Papel

cursos

Questões Urbanas Práticas em Educação Ambiental

material de apoio

Guias de Campo Livro Ambiente Urbano Banco de Dados

outros

Jornalismo Científico Educação Ambiental em Empresas

 

 


 

"PROJETO ECOSSISTEMAS BRASILEIROS: UMA FORMA DE CONTRIBUIÇÃO À FORMAÇÃO DE UMA MENTALIDADE CONSERVACIONISTA NA ESCOLA."

 Autores

Claudete Aparecida Formis de Oliveira, Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira, Paulo Kiyoshi Kihara, Luis Eduardo Soares Netto, Paulo Roberto da Cunha (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental ) .

 Objetivos: Propiciar o contato direto de estudantes do ensino básico ao médio com a diversidade da fauna, flora e fenômenos naturais existentes em vários ecossistemas brasileiros favorecendo o aprendizado da dinâmica dos mesmos; desenvolver atividades de sensibilizacão que estimulem a observação e a conscientização das relações do ser humano com o meio ambiente; abordar, com embasamento científico, as questões ambientais para uma visão mais crítica-analítica das mesmas; refletir sobre como os problemas ambientais podem estar ligados a uma crise de valores da sociedade moderna; tratar do papel da ciência e o envolvimento com o seu objeto de estudo para geração de conhecimento comprometido com valores humanos e conservacionistas; possibilitar um envolvimento dos participantes para despertar o respeito ao meio ambiente, fazendo-os parceiros na conservação da natureza em busca da melhoria da qualidade de vida.

 Métodos: A metodologia basicamente envolveu a preparação, a saída a campo e a avaliação da mesma. Preparação: a.) reunião da equipe para escolha da área onde o trabalho será desenvolvido; b.) documentação in loco para levantamento preliminar de fauna, flora, características naturais, logística, contatos e etc., através de caderno de campo, fotos, gravação, vídeos, coleta de material, desenhos, consulta a especialistas e bibliografia; c.) elaboração do roteiro de visita com os dados levantados com abordagem interdisciplinar; d.) elaboração do guia de campo com informações socio-culturais-ambientais do local.

Desenvolvimento: a.) montagem das atividades com os professores da escola; b.) montagem do roteiro didático de observação; c.) preparação anterior com os alunos; d.) preparação anterior dos monitores da equipe multidisciplinar da Ipá Ti-uá com formação na área ambiental e educacional.

Atividade de campo a.) visita com grupos de 8-10 alunos por monitor a áreas naturais preservadas como Unidades de Conservação com duração de um a sete dias. São considerados três aspectos I.) cognitivo. II.) não cognitivo; III.) relacionamento humano, que juntos podem garantir um aprendizado mais completo.

I) Os conteúdos trabalhados foram adequados a diferentes faixas etárias e abordados a partir do trabalho de observação direcionada em trilhas dentro dos ecossistemas naturais com observação de fauna, flora, suas relações e do meio abiótico. Para o ensino médio as atividades puderam ser mais aprofundadas com sua sistematização para levar a crítica, análise, debates e reflexões.

II.) A sensibilização é feita através de jogos sensoriais direcionados para aguçar os sentidos. Os alunos são estimulados ao descondicionamento da visão para um ambiente diferente do seu cotidiano, a ouvir os sons da natureza, a sentir os cheiros e a textura do que os rodeia.

III.) para a melhoria da aprendizagem valorizamos a relação educador-educando nos aspectos afetivos, de envolvimento com os grupos, de busca de uma linguagem mais adequada, de proporcionar dinâmicas de grupo com descontração, bom humor e alegria.

Fechamento e avaliação: a.) organização e sistematização das informações; b.) avaliação pelos alunos, pela escola e pela equipe c.) apresentação dos trabalhos pelos alunos; d.) destinação do material ao acervo do Centro de Documentação; e.) divulgação em congressos e através da mídia.

Resultados obtidos: Com escolas o projeto realizou 111 saídas a campo com cerca de 3.500 alunos e 420 professores da rede pública e particular da Grande São Paulo e interior do Estado em mais de 30 áreas preservadas do Brasil, nos vários ecossistemas brasileiros (Mata Atlântica, Cerrado, Ambientes Litorâneos) entre 1988 e 1997.

Foram produzidos 9 guias de campos e 9 folhetos sobre parques e áreas de interesse, com informações gerais sobre história, geografia, fauna, flora, ecologia, culturas tradicionais, e conservação da natureza, além dos roteiros de observação para cada área.

Algumas atitudes em relação a natureza puderam ser bem discutidas para estimular uma relação de maior respeito e conhecimento. Do ponto de visto do relacionamento humano a maioria dos trabalhos se deu de forma agradável, descontraída, dinâmica e integrada, colaborando para a aprendizagem.

Conclusões: As atividades de campo junto a natureza constituíram-se num instrumento efetivo para sensibilizar as pessoas quanto a importância das unidades de conservação e para o desenvolvimento de uma consciência de uma relação homem-natureza menos destrutiva e mais saudável. A quantidade de informações a serem transmitidas deve ser avaliadas com cautela pois um enfoque conteudista pode ter um efeito de negativo no público, perdendo-se assim a oportunidade de tocar o lado emocional deles.

Referências Bibliográficas:

CORNEL, Josef, Sharing nature with children, 1979.

DURREL , Gerald. O Naturalista Amador - um guia prático ao mundo da natureza. Martins Fontes, 1984.

MAIO, Celeste Rodrigues. Geomorfologia do Brasil, IBGE, Rio de Janeiro, 1987.

PÁDUA, Maria Tereza Jorge, Coimbra Filho, Adelmar F.. Os Parques Nacionais do Brasil, Ed. José Olímpio, Rio de Janeiro, 1989.

WORLD RESOURCES INSTITUTE, Estratégia Global da Biodiversidade, Fund. O Boticário de Proteção a Natureza, Curitiba, 1992. 

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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL:

MINERAÇÃO E MEIO AMBIENTE, NOVOS

COMPORTAMENTOS, MENOR IMPACTO AMBIENTAL.

 Autores

Marcelo Teixeira Cesar de de Oliveira. (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental)

Mônica Montalvane de Oliveira e Silva. (Lafarge)

Apoio: Grupo Lafarge. 

 Objetivos: a discussão dos problemas ambientais hoje deve ser encarada não como questão para ser deixada de lado desligada de nosso cotidiano e da nossa sobrevivência, mas sim totalmente alinhada com as diversas questões humanas, principalmente aquelas ligadas à qualidade de vida e da sociedade. Não discutir e deixar de abordar estes temas é tentar ignorar o fato de que as atividades humanas geram impacto sobre a natureza. Sendo de pouca ou grande ação, o que importa é que ele não podem afetar o desenvolvimento de qualquer outra atividade social e humana a curto, médio, a longo prazo, de forma que tenha conseqüências irreversíveis. Respeitar a natureza é poder garantir um meio ambiente saudável para todos.

Baseados nessas considerações é que foram traçados os objetivos para o Programa de Educação Ambiental para a Mineração Brita Brás, empresa do grupo Lafarge, com a finalidade de provocar a mudança de comportamentos para um "ecologicamente mais correto", podendo transmitir conceitos e noções básicas sobre as áreas de conhecimento ligadas ao meio ambiente; discutir as questões relativas a impactos ambientais da atividade mineradora de pedra brita e areia; instruir os funcionários quanto a legislação ambiental; buscar subsídios necessários com para auxiliá-los na compreensão da interação homem-natureza para a atividade de mineração; trabalhar para a formação de uma consciência crítica que os capacite a atuar com maior responsabilidade social dentro da empresa.

Métodos: o projeto foi iniciado com uma fase de diagnóstico iniciado pela visitação às unidades visando conhecer os problemas enfrentados; levantar as expectativas dos funcionários; traçar um perfil do entendimento deles sobre a questões ambientais; verificar a receptividade para a implantação do programa de meio ambiente na empresa.

Depois desse diagnóstico foi elaborado um curso com estratégias e atividades que pudessem, de forma clara, direta e dinâmica, abordar os conteúdos e práticas necessárias a alcançar os objetivos definidos. Através de uma pesquisa bibliográfica foi elaborado o material didático para o curso como: slides, transparências, painéis, roteiros de atividades para os funcionários e apostilas.

O curso foi voltado aos gerentes das unidades, presidente das CIMAs (Comissão Interna de Meio Ambiente) e supervisores e foi desenvolvido em quatro módulos de quatro horas de duração cada, com exposição oral, dramatizações, textos, questões para reflexão, dinâmica de grupo, simulações da realidade e debate,

No módulo I foram transmitidas noções básicas de meio ambiente e problemas ambientais locais e globais; no módulo II o tema foi a mineração e o meio ambiente; no módulo III os impactos ambientais da atividade mineradora sobre o meio ambiente e suas medidas corretivas; e finalmente no módulo IV foram apresentadas as medidas preventivas.

Foram seis as unidades da empresa atingidas (Barueri - SP, Cajamar - SP, Quatro Barras - PR, Taubaté - SP, Itaguaí - RJ, Inhaúma - RJ) - num total de 174 funcionários no ano de 1996.

O programa também atingiu outros funcionários a partir de um boletim ecológico mensal que fornecia dicas e informações sobre meio ambiente com embasamento científico.

Resultados: baseado em questionários preenchidos pelos funcionários durante e ao final do curso, avaliação oral e novos questionários distribuídos 6 meses após a aplicação do programa verificou-se que 1.) aspectos positivos: os funcionários relataram que o treinamento teve uma abordagem ineressante e a estrutura dos módulos foi uma boa maneira para compreensão e entendimento do que foi proposto, já que a cada aula o enfoque dado pode ser direcionado ao assunto, além de elogiaram a estratégia de buscar uma ligação mais firme com a sua realidade empresarial através de oficinas de simulação com todos atores sociais envolvidos; relataram também que estão procurando pesar os prós e os contras da atividade, preocupados em buscar uma forma de desenvolvimento sustentável. 2.) aspectos negativos foi destacado que pessoas com baixo nível de escolaridade que compuseram as turmas tiveram dificuldade em acompanhar algumas discussões.

Conclusões: a partir da boa avaliação feita pela empresa e pelos funcionários julgamos que foi válida a proposta inicial para criar o ambiente de trabalho adequado a implantação de todo o Programa de Meio Ambiente. A partir disso foi proposta a continuidade do programa em 1997, que está tendo como público alvo os familiares de funcionários e a comunidade do entorno, através da abertura das minas para visitação monitorada de grupos organizados e a continuação do boletim ecológico.

Referências Bibliográficas:

INSTITUTO TECNOLÓGICO GEOMINERO DE ESPAÑA. Manual de restauracion de terrenos y evaluacion de impactos ambientales em mineria. Madrid: Ministério de Industria Y Energia, 1989.

INSTITUTO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO. Mineração e Meio Ambiente. Brasília: IBRAM, 1992.

ODUM, Eugene. Ecologia, Havana: Edicion Revolucionária, 1986.

OLIVEIRA, Marcelo T. C. de, O que é ecologia ? O que mudou ?. Kairos, São Paulo, p.24-28, nov.1994.

SECRETARIA DAS ADMINISTRAÇÕES REGIONAIS. I Encontro de Mineração no Município de São Paulo. São Paulo: Prefeitura do Município de São Paulo, 1994.

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OS GUIAS DE CAMPO:

IMPORTANTE APOIO AO TRABALHO DE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UNIDADES DE

CONSERVAÇÃO

 Autores

Paulo Kiyoshi Kihara, Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira e Claudete Aparecida Formis de Oliveira. (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental)

 Objetivos: elaborar guias de campo com informações relativas à aspectos da fauna, flora, geomorfologia, história para estimular a observação da natureza; dar uma amostra da biodiversidade do local e dos principais fatores importantes para a manutenção da mesma e da unidade de conservação, inclusive as interferências das atividades humanas; servir de auxílio nas atividades educacionais de campo da Ipá Ti-uá como fonte referencial; desenvolver um senso de responsabilidade quanto à importância da unidade de conservação visitada.

Métodos: previamente à elaboração do guia de campo, a equipe realizou visitas à unidade de conservação para a coleta de dados relativos à fauna, flora, geomorfologia e história do local. O instrumental auxiliar na fase de coleta de dados no campo constitui-se de: binóculo, máquina fotográfica, câmera de vídeo, gravador, caderno de anotações, mapas cartográficos e lupas manuais. Este levantamento inclui também entrevistas com os guias locais e habitantes da área para a compilação de mais informações sobre o ambiente do local.

Estas informações de campo são complementadas com bibliografia obtida no Centro de Informações e Documentação sobre Natureza da Ipá Ti-uá que foi criado para fornecer subsídios para o trabalho de Educação Ambiental. Também sé levantada bibliografia nas bibliotecas da Universidade de São Paulo, além de outras instituições de pesquisas. Para cada área de conservação visitada com o público há um guia de campo específico.

A elaboração do texto, ilustração e diagramação do guia de campo tem assessoria de profissionais da área de jornalismo para uma melhor eficiência na comunicação com o público.

Procurou-se trabalhar em campo com grupos de 10-12 pessoas acompanhadas de um monitor com formação superior em Biologia ou Geografia. Durante a observação em campo as pessoas do grupo eram orientadas pelo monitor a localizar no guia as informações sobre a espécie observada e ler as informações adicionais. O mesmo procedimento pode ser feito também para a observação do mapa da região e das outras leituras. As informações são complementadas com o acréscimo de leituras recomendadas.

Resultados: nestes nove anos de atividade a Ipá Ti-uá levou a campo 7.087 participantes em 229 atividades para a visita a áreas de preservação e outras áreas onde foram utilizados nove guias de campo (Parque Estadual e Turístico do Alto Ribeira, SP, Estação Ecológica da Juréia , SP , Pantanal, região da Nhecolândia , MS, Pantanal. Fazenda Rio Negro, MS, Parque Estadual da Ilha do Cardoso, SP, Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Região de Parati , RJ, Parque Nacional de Itatiaia , RJ, Parque Nacional da Serra da Canastra, MG). Além desses, foram elaborados sete roteiros e folhetos explicativos (Parque Estadual da Serra do Mar - rio Itapanhaú, SP, Nascentes do rio Tietê, SP, Parque Municipal da Serra do Japi, SP, Parque Estadual da Serra do Mar - Vila de Itatinga, SP, Fazenda Intervales, SP e Antigas fazendas da Baixada Santista, SP.

Conclusões: na medida em que a elaboração do guia exige um levantamento de informações no campo como também bibliográficas, não deixa de ser uma contribuição em dados complementares sobre a fauna e flora do local. Os dados relativos à fauna e flora brasileiras, que são bastante escassas principalmente numa linguagem acessível para o público leigo, podem, dessa forma, contribuir para geração de material bibliográfico sobre o assunto.

Estes guias de campo foram bastante úteis na complementação de informações sobre a unidade de conservação, cumprindo seu papel de auxiliar a atividade de campo.

Referências bibliográficas:

AZEVEDO, A.. Brasil, a terra e o homem, vol.1 As bases físicas, São Paulo, Cia Ed. Nacional, 1968.

CARRERA, Mesias. Entomologia para você. São Paulo, Nobel, 1998.

LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras. Nova Odessa, Ed. Plantarum,1992.

NOWAK, R. M. Walkers Mammals of the World, vol I e II, Baltimore e Londres, The Johns Hopkins University Press, 1991.

OTERO, Luiz S. Borboletas - Livro do Naturalista, Rio de Janeiro, FAB, 1986.

SANTOS, Eurico. Entre o Gambá e o Macaco, Belo Horizonte, E. Itatiaia, 1984.

SICK, H. Ornitologia Brasileira, vol. I e II, Brasília, Ed. da Universidade de Brasília, 1984.

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ELABORAÇÃO DO CADERNO DE ATIVIDADES

AMBIENTE URBANO ESTRATÉGIAS E ATIVIDADES

EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Autores

Coordenador do Projeto: Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira.

Pesquisadores: Claudete Formis de Oliveira, Paulo Roberto da Cunha, Paulo Kiyoshi Kihara, Jacqueline Mianaki, Gustavo Bettenmuller e Márcio Luiz Quaranta Gonçalves.( Ipá Ti-uá Vivência Ambiental).

APOIO FINANCEIRO: CAPES - Fundação Coordenadoria de Ap oio a Pessoal de Nível Superior / MEC - PADCT - Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico/ MCT.

Objetivos: pesquisar, elaborar e testar um caderno de atividades em Educação Ambiental, definindo estratégias e práticas para capacitar o professor do ensino fundamental (5a a 8a série), de forma inovadora, clara, direta e dinâmica, a abordar os conteúdos e práticas necessários ao entendimento do Ambiente Urbano. Dessa forma, fornecer os subsídios necessários para tornar a educação ambiental um componente indispensável no trabalho cotidiano da escola; despertar a consciência de estudantes e professores para a mudanças de comportamentos e para incorporação de atitudes responsáveis em sua prática diária, em busca de uma situação de maior equilíbrio e respeito para com todas as formas de vida e os ecossistemas do planeta; estimular o desenvolvimento de um pensamento crítico/analítico, ações e habilidades para compreender, prevenir e auxiliar a corrigir danos ambientais para a transformação dos fatores que impedem o exercício pleno da cidadania em busca de uma melhor qualidade de vida; obter um entendimento de que as pessoas são uma parte inseparável de um sistema ambiental e que o ser humano altera o seu ambiente tanto de forma danosa como benéfica; capacitar o professor a usar metodologias, técnicas apropriadas e novas estratégias para o estudo do meio ambiente no trabalho diário.

Métodos: o projeto de pesquisa multidisciplinar desenvolveu-se em seis etapas durante quase três anos de duração entre 1992 e 1995: montagem da equipe e infra-estrutura, pesquisa bibliográfica, visitas de intercâmbio, informatização do material, elaboração e teste do caderno.

A fase inicial foi de estabelecimento de conceitos, dando suporte as atividades; seguido pela elaboração das atividades; separação por faixa etária e por temas; elaboração na seguência adequada; envio de questionários e o caderno para vinte e cinco de diversas regiões do Brasil para fazerem a leitura crítica; aplicação em uma escola em escala piloto, realização de dois workshops com a participação de cerca de sessenta professores e a última fase que consistiu na adequação do material a diferentes realidades locais e a faixa etária a que se destina.

Resultados: os resultados obtidos foram a determinação dos conceitos que serviram como base para nortear o projeto; levantamento de informações sobre as diferentes realidades de ensino de cada local com a caracterização da realidade social, ambiental do entorno e da cidade; a adequação do material a faixa etária escolhida; elaboração e montagem do caderno com cento e vinte e sete (127) atividades.

A versão final do caderno ficou com uma introdução conceitual, seguido de quatro capítulos com o núcleo das atividades desenvolvidas, um capitulo final com atividades anuais e um descrição de técnicas, recursos didáticos e endereços úteis. Os capítulos voltados as atividades são desenvolvidos em cima dos temas geradores escolhidos de forma interdisciplinar, seguêncial, como pré-requisito uma da outra.

Conclusões: a partir da avaliação do material produzido feita através de um parecer de vinte e dois membros de várias Universidades Brasileiras que compõe o Comitê de Avaliação do SPEC/PADCT/CAPES, concluímos que o mesmo atendeu seus objetivos. O parecer destacou que o projeto, por ter objetivos claros e definidos, conseguiu obter os resultados significativos quanto ao processo de produção do material instrucional e para suprir a falta de material instrucional adequado na área . Destacaram a importância dada ao processo seguencial de produção, que com a participação dos professores, sugerindo modificações, tornará o produto final (caderno de atividades) mais adequado a realidade escolar. Desse modo o caderno poderá contribuir para a formação científico-tecnológica da sociedade moderna.

Destacaram também que, por se tratar de uma equipe de associação civil sem o vínculo com uma instituição tradicional poderá ocorrer deficências na distribuição do material produzido. Entretanto, afirmaram, que isto não desqualifica a equipe que manteve os esforços na confecção do caderno de atividades e deverá redobrar esses esforços na sua disseminação.

Como propostas futuras foram consideradas: a extenção da mesma proposta do projeto para outras faixas etárias com adaptações para trabalhos para 1a a 4 a séries e para o ensino médio; a organização de workshops para treinamento e capacitação de professores para a aplicação do caderno de atividades; a publicação do caderno de atividades gerado; a extensão do programa para a educação não formal estimulando o seu uso e aplicação em organizações comunitárias.

Referências Bibliográficas:

CAÑAL, P., GARCIA, J. E., PORLAN, R. Ecologia y escuela. Barcelona: Laia, 1986.

ESPANHA. MIN. EDUC. CIENCIA e CULTURA. La Enseñanza por el Entorno Ambiental., s.l.p.,s.d.

LEON, P.C. de. Investigando los seres vivos de la ciudad. Barcelona: Teide, 1984.

MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito ambiental brasileiro. S. Paulo: REVISTA DOS TRIBUNAIS, s.d.

MARX, Murilo. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos, EDUSP, 1980.

MATSUSHIMA, Kazue et al. Guia do professsor de 1o. e 2o. graus. São Paulo: CETESB, 1987 (Série Educação Ambiental).

SEWELL, G.H. Administração e controle da qualidade ambiental. São Paulo: E.P.U., EDUSP, CETESB, 1978.

UNESCO. Educational Module on Environmental Problems in Cities, UNESCO, 1983.

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A ATIVIDADE INDUSTRIAL, OS RECURSOS NATURAIS E A RELAÇÃO HOMEM-MEIO AMBIENTE, ATRAVÉS
DO ESTUDO DA PRODUÇÃO DE PAPEL

 Autores

Claudete A Formis de Oliveira (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental)

Heloísa Martins George (Colégio São Domingos)

 Objetivos: é preciso que se considere o aluno como um ser histórico que já tem conhecimento do espaço, adquirido através de sua vivência, nossa proposta foi tentar fazer a relação entre o espaço vivido e suas relações com espaços diferentes. O espaço é o resultado da apropriação e modificação do ambiente natural em função da demanda das atividades industriais que suprem as necessidades do mercado consumidor. Para que se forme uma visão crítica acerca desse processo histórico nosso objetivo é iniciar uma discussão com os alunos desde a 5a. série, quando eles estudam a industrialização e os recursos naturais para que eles conheçam os desdobramentos da forma de organização da sociedade em que eles estão inseridos.

Métodos: para a elaboração desta análise tomou-se como exemplo uma indústria próxima da cidade de São Paulo para estudar os elementos básicos da atividade econômica: origem da matéria prima, transformação da matéria prima através do processo industrial, fonte de energia, meios de transporte, mercado consumidor, utilização de mão de obra, importância e uso do produto pela sociedade e o impacto sobre o meio ambiente desta atividade.

Foi escolhida uma indústria de papel, por ser um produto básico e amplamente utilizado.

A Ipá Ti-uá e as professoras de ciências e geografia elaboraram um roteiro de trabalho seguindo os seguintes passos:

  • 1. discussão sobre o uso e consumo de papel no dia a dia
  • 2. discussão sobre o processo de utilização da madeira como recurso sustentável - tanto para a produção de papel como para extração de chapas.
  • 3. localização das áreas de produção de matéria prima e das indústrias de transformação.
  • 4. elaboração de um roteiro de observação abordando a produção do espaço geográfico através da atividade econômica..
  • 5. elaboração de um roteiro de observação para a visita no interior da indústria seguindo as etapas da produção de papel: desde a matéria prima até o produto final e o tratamento dos dejetos.
  • 6. visita monitorada à indústria.
  • 7. na escola fazer uma oficina para produzir papel reciclado artesanalmente.
  • 8. seminário para discussão geral a partir da experiência da visita a fábrica e da oficina.

Resultados: trabalharam no projeto 50 alunos da 5a. série no primeiro semestre de 1997. As professoras de Geografia e de Ciências procuraram trabalhar de forma interdisciplinar.
Os alunos conseguiram compreender o impacto ambiental da evolução industrial através da história da expansão da atividade da indústria de papel e celulose em função das necessidades do grande centro consumidor de São Paulo, visualizando a alteração na cobertura vegetal original através dos mapas apresentados e da observação in loco da vegetação atual; aprenderam a diferença entre uma floresta verde nativa e uma floresta de espécies exóticas; refletiram sobre o impacto da atividade industrial sobre o meio ambiente e a pressão da sociedade de consumo sobre o meio ambiente; entrevistaram o responsável da indústria e observaram as condições de trabalho dos operários na produção da matéria prima e nas linhas de produção; discutiram o consumo e possibilidade de reaproveitamento do lixo como fonte de matéria prima.
No seminário final com a participação de todos os alunos, foi feita uma discussão geral abordando os aspectos desejados (expostos nos objetivos acima).

Conclusões: o trabalho iniciou o processo de conscientização do papel de cada um dentro da sociedade de consumo, partindo da sua vivência e ampliando seu espaço vivido relacionando-o diretamente com outros espaços.
Embora o assunto seja muito complexo para o nível de aprendizado em que os alunos se encontram, o trabalho procurou o embasamento das discussões e de toda a abordagem proposta da forma mais prática e concreta possível a fim de que o aluno ampliasse sua vivência de consumidor passando pela experiência de acompanhar todo o processo produtivo, em seus vários aspectos, de um produto básico como o papel.
É indiscutível a necessidade de interação entre o homem e todos os outros elementos que compõe o meio ambiente dos quais depende sua sobrevivência . Somente poderemos considerar estes elementos dentro de uma perspectiva global ( do micro ao macro) em que qualquer ação de um deles repercute nos outros e a degradação de um deles implica na degradação de todos, portanto as relações do homem com o ambiente tendem a intensificar o processo de má utilização dos recursos o naturais devido a fatores intimamente relacionados com o processo de ocupação e utilização econômica desses recursos. Pretendemos através deste trabalho mostrar que reverter este processo é possível procurando compreender de que forma vem ocorrendo este processo de degradação e conscientizando-nos da nosso papel na realidade fazendo uma leitura histórica através do processo.

Referências Bibliográficas:

ALVES , J.F. Metrópoles, cidadania e qualidade de vida. São Paulo: Ed. Moderna, 1993 .

CETESB - SEMA - SP. Conhecendo o meio ambiente - Material de apoio à educação ambiental - São Paulo, 1987.

GOLDENSTEIN, Léa. Aspectos da reorganização do espaço brasileiro face às novas relações de intercâmbio - uma análise do reflorestamento e da utilização da madeira por indústrias de celulose - Tese de Livre Docência - Departamento de Geografia - F.F.L.C.H. - São Paulo - 1976.

PONTUSKA , Nidia. O ensino de geografia em questão e outros temas - São Paulo: Ed. Marco Zero, 1987.

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CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA PROFESSORES:

UMA FORMA DE COMPREENSÃO E

DE AÇÃO EDUCATIVA EM AMBIENTE URBANO

Autores

Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira.

Márcio Luiz Quaranta Gonçalves.

Apoio financeiro: CENP - Secretaria de Educação do Estado de São Paulo/ 1a Delegacia de Ensino da Capital.

Objetivos: fornecer os subsídios necessários para tornar a Educação Ambiental um componente indispensável no trabalho cotidiano da Escola; despertar a consciência de estudantes e professores para mudanças de comportamento e incorporação de atitudes em sua prática diária, em busca de uma situação de maior equilíbrio e respeito para com todas as formas de vida e os ecossistemas; estimular o desenvolvimento de um pensamento crítico/analítico, ações e habilidades para compreender, prevenir e auxiliar a corrigir danos ambientais na transformação dos fatores que impedem o exercício pleno da cidadania na busca de uma melhor qualidade de vida; capacitar o professor a usar metodologias, técnicas apropriadas e novas estratégias para o estudo do meio ambiente urbano no trabalho diário; capacitar o professor a identificar casos de desequilíbrio ambiental em ambiente urbano, bem como a reconhecer as responsabilidades individuais e de cada segmento da sociedade para cooperar na solução dos problemas ambientais; transmitir uma método educacional dentro de um processo crescente em etapas interdependentes para tratar questões urbanas que leve o aluno, ao final do mesmo, a compreender os seus principais mecanismos de funcionamento.

Métodos: O curso procurou fornecer ao professor, independentemente das dimensões da sua cidade, subsídios para trabalhar questões ambientais, através de um conjunto de atividades e estratégias adaptáveis à realidade local. Constituem-se num processo investigativo, crítico e dinâmico que permite um estudo adequado dos ecossistemas originais, suas transformações, a origem das cidades, sua expansão, o crescimento populacional, a ação antrópica e seus efeitos ambientais. O curso foi programa para duração de 30 horas, ministrado inicialmente para 2 turmas de 40 professores do ensino fundamental e médio da rede estadual do estado de São Paulo no ano de 1997, através da 1ª Delegacia de Ensino da Capital e da CENP (Coordenadoria de Ensino e Normas Pedagógicas) da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. As turmas foram compostas de professores de várias áreas, demonstrando o crescente interesse atual para o tema e a necessidade da organização destes encontros para a capacitação e treinamento,

As atividades principais foram: aplicação de questionário para diagnóstico da situação da escola e do seu entorno, exposição conceitual através de transparências e slides sobre meio ambiente; princípios, finalidades, objetivos e estratégias para o desenvolvimento da Educação Ambiental; leitura e interpretação e discussão de textos; apresentação comentada de vídeos; orientação para a elaboração de uma metodologia de trabalho para uso na escola; orientação para a aplicação do caderno de atividades Ambiente Urbano: Estratégias e Atividades de Educação Ambiental; trabalho de campo.

Resultados: Através de questionários de avaliação utilizados durante o curso os participantes relataram que ficaram satisfeitos em trocar experiências sobre suas iniciativas anteriores isoladas e ligadas ao tema. Elogiaram o estímulo a capacidade de buscar e desenvolver estratégias próprias para a consolidação de um trabalho de Educação Ambiental sobre questões urbanas nas escolas. Com esta abordagem os professores relataram que sentem mais independência no trabalho, pois a metodologia incentiva e fornece elementos para desenvolver atividades com sua própria iniciativa e criatividade. O melhor entendimento dos mecanismos possibilita uma melhor visão do cotidiano e seu entorno para poder atuar sobre ele. Gostaram das reflexões sobre a necessária busca de novos modelos para os novos paradigmas da humanidade, da transformação de hábitos e valores, da descoberta de medos pessoais e os preconceitos visando um melhor entendimento de seus potenciais para que eles não impeçam o desenvolvimento do aluno. Destacaram também que a orientação do curso pode fazê-los compreender melhor a necessidade e riqueza da interdisciplinaridade e em como achar caminhos para trabalho em rede, interligado e expansível, nas questões urbanas.

Conclusões: pela avaliação positiva da proposta pelos participantes de que os conteúdos foram condizentes com suas necessidades e a forma como foi desenvolvido e transmitido a eles também, acreditamos que devemos estender a mesma proposta do projeto para outras Delegacias de Ensino e outras instituições de educação interessadas; transformar o curso para carga horária de 60 horas; publicar o material gerado em forma de livro; estimular o seu uso e aplicação em organizações comunitárias; aproveitar a experiência da realização para elaboração de outras propostas sugeridas pelos professores segundo suas necessidades no ambiente escolar.

Referências Bibliográficas:

CAPRA, Fritjof. O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 1982.

EHRLICH, Paul R. e Anne H.. População, Recursos e Ambiente. São Paulo: Polígono/USP, 1985

DIAS, Genebaldo Freire. Atividades interdisciplinares de Educação Ambiental. São Paulo: Global, 1994.

LOVELOCK, James. As eras de Gaia. São Paulo, Ed. Campus, 1991.

OLIVEIRA, Marcelo T. C. de, O crescimento populacional - desafio para humanidade do século XXI. Kairos, São Paulo, p.30-34, fev.1996.

OLIVEIRA, Marcelo T. C. de, O que é ecologia ? O que mudou ?. Kairos, São Paulo, p.24-28, nov.1994.

THE EARTH-WORKS GROUP. 50 pequenas coisas que você pode fazer para salvar a terra. Tradução de Maria Cláudia Fittipaldi. São Paulo: Best Seller,s/d.

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A ORGANIZAÇÃO DE UM NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO

COMO UM RECURSO INDISPENSÁVEL PARA

O TRABALHO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

 Autores

Paulo Kiyoshi Kihara (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental).

Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental).

Gladys Teixeira Cesar de Oliveira (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental).

Elias Sadalla Filho (Ipá Ti-uá / CEPREM).

 Objetivos: organizar um Núcleo de Atualização e Informação na Ipá Ti-uá Vivência Ambiental sobre Meio Ambiente e Educação Ambiental para subsidiar os pesquisadores da instituição com a finalidade de servir de base a elaboração de publicações, projetos, pesquisas, seminários e outras atividades educacionais e científicas. Demonstrar para outras instituições e agentes de Educação Ambiental a necessidade de se implantar núcleos como esse para a busca de: um melhor embasamento científico nas questões ambientais; melhoria da qualidade dos trabalhos; seu melhor desenvolvimento; formação de equipes melhor informadas e críticas em seu quadro.

Métodos: o Núcleo de Atualização e Informação Antônio Malheiros da Cruz foi formalmente criado em 1996, mas existe desde a fundação da instituição de forma menos organizada. A partir deste ano, os serviços ficaram a cargo de uma bibliotecária que faz, semanalmente, a seleção, classificação, organização, assim como a manutenção.

O Núcleo conta atualmente com 2.400 livros cadastrados e identificados; cerca de 15.000 separatas de artigos de periódicos classificados por assunto conforme os interesses da instituição e guardados em 240 pastas suspensas na hemeroteca; 350 mapas e posters sobre meio ambiente guardados em tubos específicos para este fim identificados através de etiquetas; 6.500 diapositivos e 1.300 fotos originais classificados e numerados pelas regiões de origem, guardados em pastas plásticas suspensas próprias; 100 horas gravações em fitas K-7 e 200 horas de gravação em com sons e imagens de animais da fauna brasileira e internacional, assim como registros de algumas das expedições, excursões e levantamentos organizadas pela instituição; cerca de 100 diários de viagens com relatos de viagens por todos ecosssistemas brasileiros com o levantamento preliminar de fauna, flora, informações de logística e etc.

Os assuntos principais são: Zoologia (principalmente aves e mamíferos), Botânica, Ecologia, Ecossistemas Brasileiros, Educação Ambiental, Geografia, Geologia, Informática, Pedagogia e Administração.

O levantamento de informações através da Internet foi iniciado recentemente e tem priorizado o intercâmbio de informações através do correio eletrônico. Todo o acervo do núcleo de documentação foi informatizado através de dois programas de banco de dados, o Dbase IV e Fox Pro. Através de um boletim interno, o Ipanet, de regularidade não definida, são divulgados as últimas novidades sobre a bibliografia recebida.

Como material de uso didático e de estudo, o acervo do Núcleo possui um museu com uma pequena coleção de conchas de moluscos e outras espécies marinhas; crânios de espécimes da fauna brasileira; amostras de rochas de várias regiões do país e alguns moldes de pegadas de animais feitas em gesso.

Uma parte da busca de informações para o núcleo é feita exclusivamente pelo CEPREM (Centro de Estudos Para Preservação e Reprodução de Mamíferos), iniciativa da Ipá Ti-uá para pesquisa específica sobre mamíferos tanto da fauna brasileira como estrangeira. Este arquivo é como extensão do Núcleo principal da instituição e conta atualmente com 130 livros, uma coleção de 69 periódicos, assinatura de 6, sendo basicamente de Sociedades dos principais Zoológicos do mundo.

Resultados: este Núcleo de Informação e Atualização foi, nestes nove anos de trabalho, imprescindível, para facilitar o acesso a informações e imagens necessários através da organização das informações disponíveis para o melhor embasamento na elaboração de propostas, projetos; na realização de pesquisas na área educacional e ambiental; na elaboração de artigos de divulgação científica; na elaboração de publicações próprias de apoio as atividades com escolas e público em geral; na confecção de textos de livros, bem como fotos e ilustrações em obras escritas pela equipe de educadores e pesquisadores da instituição; para melhor embasamento na apresentação de trabalho; como fonte de estudo; para elaboração e execução de palestras; montagem de cursos de capacitação.

Conclusões: este Núcleo de Informação e Atualização tem sido um suporte fundamental para a equipe da Ipá Ti-uá na elaboração e execução de todas atividades dentro das diferentes estratégias de trabalho em Educação Ambiental e por isso existe a necessidade sempre crescente de obter e organizar informações. Com a melhoria da qualidade dos trabalhos executados pela instituição, esperamos poder estar contribuindo para que outras instituições sintam a mesma necessidade em implantar e utilizar bibliotecas e núcleos de documentação.

Internamente os desafios do Núcleo são para que haja uma maior disponibilização dos dados informatizados do acervo para uma maior eficiência no acesso as informações.

Falta também organizar um banco de dados informatizado com a bibliografia disponível para pesquisa em bibliotecas de Universidades e outras Instituições de Pesquisa, facilitado sua localização para acesso posterior.

Está sendo implantada uma rede para uma melhor troca de informações entre pesquisadores e colaboradores da instituição através da Internet.

Referências Bibliográficas:

CIANCONI, Regina. Gerenciar as Informações. Ph.D.Magazine, nov.1996.

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UM ESTUDO DA OCUPAÇÃO HUMANA E

DA QUALIDADE AMBIENTAL

NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO MAR (SP)

PARA A REFLEXÃO SOBRE QUESTÕES AMBIENTAIS NA ESCOLA.

 Autores

Paulo Roberto da Cunha, Antonio Carlos Carvalho e Silvio Hotimsky (Colégio Educacional Equipe). Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental).

 Objetivos: este estudo foi realizado com os alunos do 3o ano do ensino médio do Colégio Equipe (SP), com os quais buscou-se levantar duas reflexões básicas dos cursos de Biologia e Geografia: 1.) Ocupar é degradar ?; 2.) É possível preservar o homem em uma reserva natural ? A primeira questão tem como finalidade avaliar a qualidade ambiental da região e, principalmente, a interação entre a população local e o Parque Estadual da Serra do Mar, núcleo Picinguaba. A segunda teve como objetivo compreender o processo de ocupação do Litoral Norte do Estado de São Paulo. Dentro desta questão desejávamos diagnosticar, à partir da perspectiva dos moradores da região, qual foi o efeito do turismo na vida da comunidade caiçara, qual foi o impacto da criação do Núcleo Picinguaba para a vida dos moradores, quais foram os impactos ambientais decorrentes da construção da Rodovia Rio-Santos e a qual a ação da especulação imobiliária sobre os ambientes litorâneos.

Esse diagnóstico teve como objetivo também o encaminhamento para reflexão coletiva e para o treino dos alunos em métodos de observação e investigação para que, através de uma processo conclusivo individual, criassem a sua própria argumentação e solução.

Métodos: o estudo se deu em três etapas. A primeira foi a preparação teórica dos alunos sobre o tema onde foram realizadas pesquisas individuais e em grupo buscando caracterizar o local de estudo, a população a ser visitada, os ecossistemas litorâneos e os problemas ambientais característicos da região. Nessa etapa, também foram realizadas atividades práticas para uma melhor coleta de dados em Picinguaba. Entre estas atividades destacamos uma visita ao Parque Estadual da Serra do Mar, no município de Bertioga, SP, onde os alunos puderam caracterizar o ambiente Mata Atlântica. Para isso foram utilizadas técnicas de observação direcionada, descrição de perfil, caracterização de solo de diversidade florística. Outra atividade foi a elaboração e treinamento para coleta de informações a partir de entrevistas.

Numa segunda etapa, visitamos o Núcleo Picinguaba, Ubatuba, SP pertencente ao mesmo Parque, onde os alunos puderam caracterizar os diferentes ambientes que compõem a região, conversar com representantes, funcionários do Parque e com os moradores da região. As entrevistas com os moradores foram feitas de duas maneiras. A primeira através do relato de moradores previamente contatados e sugeridos pelos professores. Nesse caso, foram escolhidas pessoas representativas da comunidade (o morador mais antigo da vila, o barqueiro mais experiente, o artesão mais expressivo e etc.). O segundo tipo de entrevista foi feito com uma mostra aleatória junto aos transeuntes e moradores. A caracterização dos ambientes foi realizada com o auxílio de um roteiro de observação que, além de informações, continha atividades práticas de observação, caracterização e coleta de dados.

A terceira etapa do trabalho foi feita em sala de aula, onde os dados levantados foram devidamente analisados e serviram como base para a construção, pelos alunos, de textos descritivos e analíticos sobre as questões inicialmente propostas.

Para organizar o volume de textos produzidos optamos por eleger grupos temáticos, formados a partir da afinidade e identidade dos alunos com os sub-temas abordados. Esses grupos se encarregaram de sintetizar as conclusões de cada classe com relação a estes tópicos. O conjunto das sínteses foi transformado em um hipertexto, utilizando-se dois programas de construção de Home Pages, o Claris HP e o Front Page.

Resultados : A construção do hipertexto foi a alternativa encontrada para que as trocas entre os alunos fosse dada de uma maneira mais eficiente. Além do que, esse tipo de apresentação possibilita um maior intercâmbio de informações intra e extra escola. Nele foram colocadas todas informações resultantes da diferentes formas de levantamento de informações, dos debates, bem como as conclusões de cada grupo. Assim, pode ser bem dirigida a reflexão coletiva.

Conclusões: Os professores envolvidos acharam as estratégias apropriadas para a finalidade de treiná-los no uso de diferentes metodologias de coleta de dados e análise e em métodos de observação e investigação para a busca de sua própria argumentação e solução. Dessa forma, exerceram o papel de facilitadores na busca de informações melhor embasadas para o encaminhamento das discussões, interferindo no debate como mediador e através de questões pertinentes aos temas, possibilitando aos alunos construírem boas argumentações para os debates, independente de seus pontos de vista, por vezes divergentes.

Referências Bibliográficas:

DEAN, Warren. A ferro e fogo. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1995.

EHRLICH, Paul R. O mecanismo da Natureza. São Paulo: Editora Campos, 1993.

MATSUSHIMA, Kazue. Guia do Professor de 1º e 2º Graus. Série Educação Ambiental. São Paulo: CETESB, 1987.

CUNHA, Paulo Roberto. Apostila Ecossistemas Litorâneos, São Paulo: Colégio Equipe, 1997.

WILSON, Edgard O. Diversidade da Vida, São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1994.

Apoio

Colégio Educacional Equipe

Rua Capri 276 - São .Paulo - SP - CEP: 05425-030

Tel: (011) 814-2188, e-mail: equipe@uninet.com.br

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ATIVIDADE DE CAMPO INTERDISCIPLINAR

COMO FORMA DE MELHOR COMPREENDER

AS QUESTÕES AMBIENTAIS DA SERRA DO JAPI, SP

Autores

Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental)

Vera Lúcia Simoncello (Colégio Galileu Galilei)

Vera Lúcia dos Anjos (Colégio Galileu Galilei)

Claudete Aparecida Formis de Oliveira (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental)

Objetivos: propor um trabalho com enfoque interdisciplinar no intuito de abordar de forma mais ampla o trabalho de Educação Ambiental para sensibilização dos educandos em relação as questões ambientais da Serra do Japi.

Um outro aspecto desse trabalho é o de buscar conscientizar os alunos e em relação a sua interdependência com o meio ambiente. Exercitar o olhar para a investigação científica, desenvolver o potencial investigativo e trabalhar com diversas estratégias para obter melhores e mais completos resultados das observações, para favorecer o processo criativo e a postura crítica atuante frente à conservação da natureza e aos problemas ambientais.

Metodologia: elaboração da atividade com participação dos professores ciências, português, artes, educação física do colégio e pela equipe da Ipá Ti-uá composta de biólogos e geógrafos.

Leitura, discussão e análise do livro Paratii, de Amyr Klink seguida de entrevista com o autor pelos próprios alunos nas dependências do colégio.

Organização da aula de campo pela Ipá Ti-uá que se incumbiu viabilizar o estudo através do transporte, guias de campo e autorização para a visitação ao Parque, além de oferecer monitores especializados com experiência em atividades de campo e conhecimento da região em seus aspectos ecológico, geológico e geográfico.

Execução das atividades na Serra do Japi pela Ipá Ti-uá em trilhas na Mata Atlântica, dividindo as classes em grupos de 10 alunos junto a um monitor com o papel de: para garantir a segurança dos alunos no percurso; direcionar a observação; passar informações sobre a fauna, flora, as relação delas entre si e com o meio; caracterizar o ecossistema local; alertar quantos os problemas ambientais; levantar reflexões; estimular a interação deles com os elementos naturais, esclarecendo sobre falsas crendices a respeito dos animais e plantas da Mata Atlântica e proporcionando atividades para trabalhar receios e medos para deixá-los mais a vontade em ambiente natural.

Registro dos dados coletados em um caderno - Diário de Campo-, em fotos e vídeo. Houve, ainda, registros objetivos de reações corporais, durante o estudo (freqüência cardíaca e respiratória, observação de grupos musculares usados em diferentes situações) e subjetivos (sensações, emoções, percepções individuais e deles em relação ao grupo e ao ambiente).

Elaboração de um Diário de Viagem individual, depois de um Diário de Viagem de subgrupos, e por fimDiário de Viagemda classe, sob a orientação das professoras de Português, de Ciências e supervisão geral Ipá Ti-uá.

Resultados: as atividades foram realizadas no segundo semestre de 1993 com turmas de sétima série totalizando 80 alunos. Observamos envolvimento dos alunos no projeto, nos diferentes momentos: na leitura do livro Paratii na realização e na participação entusiasmada durante a entrevista e na atividade de campo na Serra do Japi, na motivação deles durante a construção de trabalhos artísticos sob a orientação da professora de Artes.

Outro resultado importante foi a transformação significativa do olhar dos alunos para o seu próprio meio mais próximo (escola, bairro, comunidade,...) e a melhoria da sua percepção em relação a seus papeis nele.

Essa transformação pôde ser notada com a mobilização dos alunos para coleta seletiva e campanha de reciclagem de lixo, discussão de questões ambientais, principalmente, sobre a Serra do Japi, elaboração de painéis para divulgar a região, denunciando as queimadas e a conseqüente destruição do patrimônio ecológico, despertando o interesse para outros problemas ambientais.

Conclusões: com a finalização desse trabalho pudemos verificar a importância da interdisciplinaridade que possibilita uma visão mais completa do todo, não de forma linear e seqüencial e, sim, interconectada, em rede. Também verificamos a importância da vivência na sensibilização para as questões ambientais sob a intervenção constante dos monitores especializados .

Concluímos, também, que a leitura do livro foi motivadora, além de fornecer subsídios para a própria elaboração do diário dos alunos.

Em relação à postura investigativa pudemos observar alunos curiosos, autônomos, em constante busca de informações, além das já obtidas no Estudo do Meio propriamente dito. A campanha de reciclagem do lixo na escola e a organização das informações obtidas, durante o estudo e em estudos extras, gerou painéis bastante críticos, denunciando problemas ambientais, não só da Serra do Japi, mas de outros locais, demonstrando também,, assim, a ampliação da consciência dos alunos em relação ao papel que podem exercer para a preservação do meio ambiente.

Referências Bibliográficas:

KLINK, Amyr. Paratii. Entre dois Pólos. São Paulo, Companhia das Letras, 1993.

FAZENDA, Ivani C. Arantes Interdisciplinaridade: História, Teoria e Pesquisa. Campinas, SP: Papirus Editora.

MORELLATO, Patrícia C. História Natural da Serra do Japi: Ecologia e preservação de uma área florestal do sudeste do Brasil. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP/FAPESP, 1992.

SILVA, Flávio. Mamíferos Silvestres do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, 1984.

WETTSTEIN, Richard R.v. Plantas do Brasil: Aspectos da Vegetação do Sul do Brasil. São Paulo: Edgard Blucher /EDUSP, 1970.

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O JORNALISMO CIENTÍFICO, UM IMPORTANTE INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

Autores

Marcelo Teixeira Cesar de de Oliveira. (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental)

José Antonio Mariano. (Texto e Talento)

Objetivos: o presente trabalho visa avaliar o conteúdo científico, o papel deles para difusão científica, a qualidade de textos e a sua adequação a seu público alvo principal nas matérias divulgadas sobre as questões ambientais. Sendo assim, tratar esta investigação para servir como subsídio a discussão da validade deste material e seu uso para Educação Ambiental na divulgação de massa para o trabalho de educação formal e não formal; publicar matérias, artigos e livros sobre meio ambiente com embasamento científico com maior rigor na checagem de informações; propondo formas de enriquecê-las do ponto de vista instrutivo e técnico-científico.

Métodos: As atividades principais foram: 1.) oferecer a vários órgãos de imprensa, segundo os objetivos colocados acima, textos sobre meio ambiente para avaliar a aceitação deles. 2.) Paralelamente a isso executar um trabalho de diagnóstico constante dos problemas nas matérias em todas as formas de imprensa para avaliar a preparação de jornalistas para divulgação de informações na área ambiental, se as mesmas tinham uma cunho entretenimento ou de instrução e se tem embasamento mais técnico-científico 3.) A última forma de verificação foi o acompanhamento junto a professores do município de São Paulo quanto a utilização destes materiais em sala de aula como ferramenta de trabalho, sua formação para o discernimento entre informações corretas ou não publicadas.

Resultados: para cada forma de diagnóstico os resultados foram os seguintes: 1.) Várias revistas (Superinteressante, Caminhos da Terra, Natureza, Kairos, Cães e Cia, Agrofolha, Folha Ciência e etc) aceitaram as propostas de publicação destes artigos. Eles foram bem aceitos e chegaram, no período de 1986 a 1997, a mais de cento e vinte textos dentro dos objetivos acima. Duas matérias foram premiadas, uma recebendo o 1o lugar no XVI Prêmio Abril de Jornalismo como melhor matéria de educação e cultura do ano de 1991 e outra o 1o lugar no I Prêmio SENAC-SP de Turismo Ambiental como melhor matéria jornalística de 1994.; cartas e telefonemas às redações das revistas cumprimentavam quanto a abordagem científica e criteriosa nos conteúdos, elogiam o fato de terem sido acessíveis ao público (leigo) e importantes para a conservação da natureza e para a busca de uma melhor qualidade de vida. 2.) Foram encontrados, principalmente, diversos erros conceituais, de interpretação de dados, falta de conhecimento de metodologia científica. Além disso, o sensacionalismo ainda é um grande gancho para divulgação científica e o seu quase que necessário exagero acaba por comprometer os aspectos técnicos ligados as questões tratadas. 3.) Textos e reportagens que se propõe a fazer a divulgação de temas ligados a natureza e a educação científica são utilizados com freguência. Professores relataram que tem dificuldade de encontrar outro tipo de material para desenvolver este trabalho e se utilizam muito destas fontes.

Conclusões: os resultados colocados acima podem demonstrar que os objetivos puderam ser cumpridos quanto a primeira proposta (1.). É necessário dar continuidade no trabalho de publicação de textos instrutivos como forma de servir de subsídio ao Educador Ambiental e ao esclarecimento e conscientização da sociedade.

Quanto a segunda e levando em consideração a crescente busca de informações nesta área para uso em trabalhos de Educação Ambiental, acreditamos que o rigor deva ser maior na checagem de informações, já que é exigido um conhecimento mais aprofundado de ciência e sua metodologia de investigação. Como a sociedade busca saídas para o desenvolvimento sustentável, é de grande responsabilidade social hoje que o jornalista possa ter formação compatível para o tratamento destes assuntos. E, finalmenmte, a abordagem das questões ambientais baseadas, quase que exclusivamente, na utilização de materiais extraídos da grande mídia, pode estar causando graves problemas na formação dos alunos.

Como uma forma de enriquer as propostas, do ponto de vista instrutivo e técnico-científico, fica a sugestão para que seja extendida essa reflexão a outros congressos, seminários e etc; sejam criados cursos de capacitação ou extensão em Jornalismo Científico e Meio Ambiente; seja publicado um livro com noções básicas de ciência de meio ambiente e do processo científico.

Referências Bibliográficas:

ABRIL, XVI Prêmio Abril de Jornalismo, São Paulo: Ed. Abril, 1991.

BURKETT, Warren. Jornalismo Científico. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 1990.

KOSTCHO, Ricardo. A Prática da Reportagem. São Paulo: Ed. Ática, 1989.

LAGE, Nilson. Linguagem Jornalística. São Paulo: Ed. Ática, 1990.

OLIVEIRA, Marcelo T. C. de, Cerco ao campo, Superinteressante, São Paulo, p.52-58, abr.1990.

OLIVEIRA, Marcelo T. C. de, As Cordiais Acrobacias do Muriqui, Superinteressante, São Paulo, p.20-26, nov.1990.

OLIVEIRA, Marcelo T. C. de, Animais em Extinção no Brasil. 206 na mira, Sítios e Jardins, São Paulo, p.30-44, n 39, abr 1991.

SENAC. I Prêmio SENAC-SP de Turismo Ambiental. São Paulo: Ed. SENAC, 1994.

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O PROGRAMA HOMEM, CULTURA E MEIO AMBIENTE DENTRO DO INTERCÂMBIO CULTURAL PELA PAZ MUNDIAL - A MATA ATLÂNTICA E O PANTANAL

Autores

Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental).

Sérgio Lex (Rotary Club de São Paulo).

Claudete Aparecida Formis de Oliveira (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental).

Apoio: Rotary Youth Exchange.

 Objetivos: desenvolver atividades que possibilitem maior aproximação e integração dos intercambistas com o meio ambiente, seus fenômenos, fauna e flora, problemas ambientais, comunidades e culturas tradicionais dos locais visitados; proporcionar atividades com fundamentação científica junto aos ecossistemas naturais para a melhor compreensão dos mecanismos naturais e sociais e para formar um quadro mais completo da realidade sócio-ambiental-cultural do Brasil.Utilizar-se de diferentes estratégias para que manifestem suas impressões e conceitos apreendidos de forma artística. Atingir a dimensão internacional através do impacto das experiências adquiridas em seus países de origem.

Métodos: o Intercâmbio Internacional de Jovens, organizado pelo Rotary International é um intercâmbio cultural de um ano de duração oferecido a jovens de 15 a 18 anos de várias nações do mundo, com o propósito de promover a aproximação dos povos e a paz mundial. Para o Brasil vem jovens de 22 países diferentes que participam do Programa Homem, Cultura e Meio Ambiente criado pela Ipá Ti-uá e a coordenação do Intercâmbio Rotariano em São Paulo.

O trabalho consistiu em organizar viagens dentro de dois ecossistemas previamente escolhidos: uma formação florestal, a Mata Atlântica e uma formação campestre, o Pantanal.

Como preparação, foram elaborados guias de campo contendo informações básicas sobre a história, os ambientes encontrados e as espécies mais comuns de fauna e flora. Esses dados foram coletados a partir do levantamento preliminar em visitas prévias as regiões escolhidas. Depois foi feita a pesquisa bibliográfica para complementação e confirmação dos dados.

As atividades executadas foram trilhas monitoradas por biólogos, geógrafos, geólogos e espeleólogos com observação dirigida; aproximação e observação de fauna em ambiente natural; acompanhamento de atividades rurais nas fazendas do Pantanal; palestras sobre fauna e flora observada no dia; uso e preenchimento de guia e roteiro de campo.

A partir de 1996 os intercambistas divididos em grupos, registraram em impressos apropriados, três aspectos que lhes chamaram mais a atenção ao final de cada atividade. No último dia esses impressos eram devolvidos e eles para elaborem a apresentação de um trabalho de forma livre in loco.

Para todas atividades junto a natureza procurou-se garantir a segurança através do treinamento dos monitores em primeiros-socorros e fornecimento de equipamentos de primeiros-socorros, capacetes, cordas e etc.

Resultados: o Programa vem sendo executado há 5 anos, tendo sido iniciado em junho de 1992. Nesse período participaram 365 intercambistas, 24 rotarianos e 25 monitores.

Em avaliação escrita das atividades através de formulário impresso preenchido pelos participantes, puderam ser levantados os aspectos positivos e negativos das atividades executadas. Isso serviu para ajustes, adequação e realinhamento do trabalho com as turmas seguintes, podendo amadurecer, ano a ano, a proposta.

Conclusões: Em sua maioria os intercambistas acharam bastante válida a experiência de um contato mais próximo com o Brasil não urbano das cidades onde ficam, possibilitando um contato mais autêntico com as culturas locais e inesquecível com a fauna e a flora, e outros elementos naturais. Na maior parte das atividades houve grande integração entre a equipe do Rotary, da Ipá Ti-uá, dos intercambistas e dos atores locais que nos receberam nos destinos escolhidos.

A coordenação do intercâmbio avaliou o resultado do programa como altamente positivo, já que os jovens receberam instruções e informações que os ajudaram a formar idéias corretas sobre o país, sobre nossos problemas reais e como estão sendo tratados. Esses aspectos positivos também se estenderam a toda a comunidade do país de origem do estudante tão logo regressaram, já que os mesmos divulgaram tudo o que viram e aprenderam em palestras que fazem sobre o seu intercâmbio. Foi feito também através do contato com os amigos, familiares, professores e etc. Isso estimulou o interesse de outros jovens em vir para o Brasil e participar deste programa.

A contribuição para melhorar a imagem do pais no exterior é muito grande, já que levaram daqui a imagem da grandeza, da riqueza de nossa fauna e flora e da diversidade de ambientes naturais e da importância em preservá-los.

O aprendizado não se limitou aos jovens estrangeiros mas foi extensivo aos rotarianos que os acompanharam que, inclusive, tiveram oportunidade de divulgar este aprendizado em palestras que costumam fazer em diversas ocasiões.

Dessa forma, acreditamos que essa proposta de Educação Ambiental foi bastante válida e atingiu os objetivos propostos de entendimento e integração do homem à natureza.

Referências Bibliográficas:

BERTELLI, Antônio de P. O Paraíso das espécies vivas do Pantanal de Mato Grosso. São Paulo: Cerifa Editora, 1984.

EMMONS, Louise H. Neotropical Rainforest Mammals. Chicago and London: The University of Chicago Press, 1990.

LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras. Nova Odessa, Ed. Plantarum,1992.

MAGALHÃES, N. W. de. Conheça o Pantanal. São Paulo: Terragraph, 1992.

OLIVEIRA, Marcelo T. C. de, MERGULHÃO, Maria C. Aves no Pantanal. São Paulo: Ed. Prêmio, 1994.

SICK, H. Ornitologia Brasileira, vol. I e II, Brasília, Ed. da Universidade de Brasília, 1984.

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O ESTUDO COMPARATIVO EM MATA ATLÂNTICA COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO DE ECOLOGIA NO ENSINO MÉDIO PARA UMA EDUCAÇÃO CONSERVACIONISTA.

 Autores

Marcelo Teixeira Cesar de Oliveira, Paulo Kiyoshi Kihara, e Francisco Andrade do Carmo Júnior. (Ipá Ti-uá Vivência Ambiental).

Heloísa Fernandes Gebara Pacheco (Colégio Santa Cruz).

 Objetivos: Elaborar atividades de campo como uma nova estratégia pedagógica para o ensino de Ecologia na escola; identificar algumas relações ecológicas existentes; observar e conhecer a biodiversidade e a variedade de habitats da Mata Atlântica e Ambientes Litorâneos nas áreas visitadas; aprender as etapas básicas para o planejamento e execução de um projeto de pesquisa; estimular o uso de fontes complementares de informações numa biblioteca; conscientizar os alunos quanto as interferências humanas em áreas naturais; entender o papel e responsabilidade de cada um na natureza.

Métodos: Este projeto foi desenvolvido numa escola particular da cidade de São Paulo com seis turmas da primeira série do ensino médio, totalizando 252 alunos. Foi realizado por uma equipe de biólogos da Ipá Ti-uá juntamente com a professora de Biologia da escola em 1991. As áreas estudadas foram Parque Estadual da Serra do Mar (Trilha do Itapanhaú e Trilha do Camburizinho) em Bertioga - SP e no Parque Municipal da Serra do Japi em Jundiaí - SP. Cada área foi visitada por classes da escola. O projeto todo foi aplicado com as classes ao longo de três meses ao longo de um semestre escolar, em quatro fases: I - preparação a escola, com o treinamento de metodologias de trabalho a serem executadas no campo, divisão temática em sete grupos para o planejamento do trabalho e pesquisa de informações na biblioteca da escola ; II - saída a campo para observação e coleta de informações; III - retorno a escola para organização das informações de campo e bibliográficas ; VI - apresentação de painéis e audiovisuais.

Resultados: na fase I foi realizada pelos professores um levantamento bibliográfico na biblioteca da escola tendo sido estimulado seu uso pelos alunos para a pesquisa de informações. Houve também a orientação prática dos alunos quanto as metodologias de coleta de dados de temperatura, umidade do ar em diferentes microclimas, tanto no laboratório como em outros ambientes da escola com o jardim e as quadras.

Na fase II cada turma visitou uma área divididos em grupos de cerca de cinco alunos, cada um deles com a responsabilidade de estudar um tema selecionado dentro os sete propostos (a. microclimas, b. relações alimentares, c. decomposição, d. relações ecológicas, e. sucessão ecológica, d. interferência humana no ambiente). Os grupos utilizaram-se de meios auxiliares de registro de dados de campo como caderneta de anotações, gravador, câmera de vídeo, termômetros, bússola, lupa manual, binóculo e máquina fotográfica.

Na fase III os grupos foram orientados para a organização dos dados obtidos em campo e também sobre as informações complementares obtidas a partir de bibliografia levantada anteriormente.

Na fase VI cada grupo apresentou para a sua classe os resultados obtidos através de painéis, dramatizações, vídeos e audiovisuais. Com o material produzido por todas as turmas foi organizada na escola uma exposição dos trabalhos para a escola.

 Conclusões: foi muito importante a fase de treinamento prévio realizado na escola para o trabalho de campo bem como o acompanhamento posterior à coleta dos dados no campo, para a organização das informações de campo e bibliográficas. Os alunos utilizaram com eficiência os instrumentos de registros como o caderno de anotações de campo, máquina fotográfica, desenho, gravador e câmera de vídeo. A participação e empenho dos grupos e a verificação, através das conclusões dos painéis e audiovisuais apresentados, permitiu que houvesse uma boa assimilação dos principais conceitos e que os objetivos propostos fossem atingidos. Ha de se ressaltar também que melhorou bastante o relacionamento entre os alunos e o professor da disciplina facilitando a continuidade do trabalho.

Finalmente, foi levantada a hipótese de se estender esta proposta para as outras séries, sendo necessário um estudo prévio sobre a adequação das atividades de acordo com o currículo e faixa etária e, se possível, com maior interdisciplinariedade, envolvendo outros professores. Foi ressaltada também a importância de se desenvolver também estratégias de trabalho em ambiente urbano, que é o local onde os alunos convivem no dia a dia.

Referências bibliográficas:

AMERICAN INSTITUTE OF BIOLOGICAL SCIENCES, BSCS. Biologia, versão verde. São Paulo :Edart, 1978.

CLOUDSLEY-THOMPSON, John Leonard. Microecologia. São Paulo: EPU/EDUSP, 1980.

EDWARDS,Peter J. Ecologia da Interacões entre insetos e plantas. São Paulo: EPU /EDUSP, 1981.

FERRI, Mário Guimarães. Vegetação Brasileira. Belo Horizonte. Ed. Itataia. São Paulo. EDUSP, 1980.

FROTA-PESSOA, Oswaldo. Biologia na Escola Secundária. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1972.

JANSEN, Daniel Hunt. Ecologia Vegetal nos Trópicos. São Paulo: EPU /EDUSP, 1980.

MASON, C.F. Decomposicão. São Paulo: EPU/EDUSP, 1980.

MORELLATO, Patrícia C. História Natural da Serra do Japi: Ecologia e preservação de uma área florestal do sudeste do Brasil. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP/FAPESP, 1992.

WETTSTEIN,Richard R.v. Plantas do Brasil: Aspectos da Vegetacão do Sul do Brasil. São Paulo: Edgard Blucher /EDUSP, 1970.

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PRÁTICAS DIVERSIFICADAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Autor

Márcio Luiz Quaranta Gonçalves.

Apoio financeiro: CENP - Secretaria de Educação do Estado de São Paulo/ 1a Delegacia de Ensino da Capital.

Objetivos: adquirir e utilizar no trabalho diário metodologias e técnicas apropriadas para o estudo do meio ambiente; tornar a Educação Ambiental um componente indispensável no trabalho cotidiano da escola e fornecer os subsídios necessários para viabilizá-la; utilizar locais como escolas, museus, parques e zoológicos como recursos didáticos em Educação Ambiental; reconhecer espécies de animais e vegetais de parques e zoológicos, analisar seus hábitos ecológicos e suas relações com as populações humanas que visitam estes locais; identificar os objetivos de instituições como museus, parques e zoológicos e relacioná-los com a prática de Educação Ambiental nestes locais; analisar criticamente o comportamento do público que visita museus, parques e zoológicos, sugerindo como torná-lo mais compatível com o novo paradigma, que implica no respeito a todas as formas de vida e a todos os ecossistemas da Terra.

Métodos: o curso foi programado para ter a duração de 30 horas, tendo sido ministrado para 5 turmas de professores do ensino fundamental e médio da rede estadual do estado de São Paulo nos anos de 1993 a 1997, na 16ª e 1ª Delegacias de Ensino da Capital, com autorização da CENP (Coordenadoria de Ensino e Normas Pedagógicas) da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. As turmas foram compostas de professores de várias disciplinas, que demonstraram grande interesse pelo tema.

As atividades desenvolvidas foram: exposição oral, projeção de transparências e leitura e interpretação de textos sobre histórico, conceito e justificativas da Educação Ambiental, sobre a hipótese Gaia e os novo paradigma; exploração do ambiente do pátio de uma escola, através de observação, coleta de dados e posterior discussão sobre o material coletado; estudo do meio no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga e em seu entorno; visitas orientadas ao Jardim Botânico e seu museu, ao Museu de Zoologia da USP e ao Parque Zoológico, todos em São Paulo - SP (incluindo observações e comentários sobre a amostra de cada um desses locais, sugestões para seu uso como recurso didático em educação ambiental, a observação e análise crítica do comportamento do público visitante); uso de recursos como vídeos com temas ambientais, atividade lúdica, tangram, origami e discussão sobre a sua validade para a Educação Ambiental; avaliação final do curso.

Resultados: a tabulação das respostas dos questionários de avaliação aplicados no final do curso aos seus participantes indicou que estes ficaram satisfeitos com os temas abordados, com as técnicas e recursos utilizados e, principalmente, com os trabalhos de campo e visitas ao museu, parque e zoológico, pois sentiam a falta de uma metodologia adequada para realizar atividades de Educação Ambiental nesses locais. Manifestaram uma sensação de desconhecimento e surpresa sobre a questão dos novos paradigmas da humanidade, mas deram demonstrações, durante as aulas do curso, de uma transformação positiva de hábitos e valores. Destacaram também a validade do uso de práticas abordadas no curso para seu trabalho cotidiano com os alunos na escola.

Conclusões: a avaliação do curso pelos seus participantes indicou que ele foi considerado válido e de acordo com as suas necessidades. As críticas feitas e as sugestões propostas contribuíram para o seu aperfeiçoamento a cada nova edição. Com base nestas opiniões, decidiu-se apresentar a proposta para outras Delegacias de Ensino. Sua duração pode ser ampliada para a carga horária de 60 horas, com a inclusão de novas técnicas e temas que contribuam para aperfeiçoar o trabalho dos professores no ambiente escolar e fora dele.

Referências Bibliográficas:

  CAPRA, Fritjof. Ecologia profunda: um novo renascimento. Thot, São Paulo, n.10, p.10-15, 1993.

CAPRA, Fritjof. O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 1986.

CAPRA, Fritjof, STEINDL-RAST, David. Pertencendo ao universo: explorações nas fronteiras da ciência e da espiritualidade. São Paulo: Cultrix, 1986.

COIMBRA, José de Ávila Aguiar. O outro lado do meio ambiente. São Paulo: CETESB, 1985.

DIAS, Genebaldo Freire. Educação ambiental: princípios e práticas. 3ª ed. São Paulo: Gaia, 1994.

Educação ambiental: projeto de divulgação de informações sobre educação ambiental. MEC/SEMEN/ IBAMA. Revista Nova Escola, n.5, set.1991. Suplemento.

LOVELOCK, James. As eras de gaia: a biografia da nossa terra viva. Rio de Janeiro: Campus, 1991.

REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental. São Paulo: Brasiliense, 1994 (Primeiros passos, 292).

RUSSELL, Peter. O despertar da terra: o cérebro global. São Paulo: Cultrix, 1991.

SEARA-FILHO, Germano. Apontamentos de introdução à educação ambiental. Revista CETESB de Tecnologia, São Paulo, v.1, n.1, p.40-44, 1987.

SEARA-FILHO, Germano. Educação ambiental: questões metodológicas. Revista CETESB de Tecnologia, São Paulo, v.6, n.1, p.45-48, 1992.

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